O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou nesta terça-feira (2) a pressão de parlamentares pela criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.
Segundo o senador, a iniciativa tem caráter político e seria utilizada como instrumento de “palanque eleitoral”.
Investigações em andamento
Alcolumbre argumentou que órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça brasileira já estão conduzindo apurações sobre o caso. “Não sei quem é o culpado.
Se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado, se é a Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso”, declarou o senador, batendo na mesa para enfatizar.
Críticas e ofensas
O presidente do Senado relatou ter sido alvo de críticas e ofensas durante sessões do Congresso por não ter lido o requerimento para instalar a CPMI.
“Passei quatro horas sendo agredido na sessão do Congresso, da direita para a esquerda, por que não li o requerimento de CPMI do Banco Master”, disse Alcolumbre.
Motivação eleitoral
Para Alcolumbre, a insistência na criação da comissão parlamentar tem como objetivo principal a disputa eleitoral, especialmente em um cenário de antecipação do debate para 2026. “Querem abrir mais uma CPI para fazer palanque eleitoral”, afirmou.
Decisão cabe à Presidência do Congresso
O senador relembrou que a decisão de dar prosseguimento a pedidos de instalação de comissões como a CPMI do Banco Master cabe exclusivamente à Presidência do Congresso Nacional.
Debate sobre escala 6x1
As declarações de Alcolumbre ocorreram durante uma discussão sobre a tramitação de propostas no Senado, incluindo a que trata do fim da escala de trabalho 6x1.
Por que isso importa? A declaração do presidente do Senado expõe a tensão entre a necessidade de fiscalização e o uso político de investigações no Congresso. A crítica de Alcolumbre sugere que a pressão por uma CPMI pode estar mais ligada a interesses eleitorais do que a uma busca por esclarecimento de fatos, levantando questionamentos sobre a eficiência e a imparcialidade de futuras comissões parlamentares.