O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro , assumiu um novo cargo na executiva nacional do Partido Liberal (PL) , com remuneração bruta de R$ 38 mil mensais . A nomeação ocorre logo após sua renúncia à pré-candidatura ao Senado Federal pelo estado.
Investigações e nomeação
A manobra política acontece em um momento delicado para Castro, que está sob investigação da Polícia Federal. As apurações buscam conexões entre seu grupo político, liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e os escândalos envolvendo o grupo Refit e o Banco Master .
A informação sobre o salário foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada por VEJA.

Fundo partidário em jogo
O salário de Cláudio Castro será pago com recursos do fundo partidário, verba pública destinada à manutenção das legendas. Segundo reportagem da Revista Fórum, a nomeação foi formalizada nos últimos dias, garantindo ao ex-governador um contracheque mensal.
Desistência estratégica
A desistência de disputar o Senado já havia sido anunciada como uma tentativa de preservar o palanque bolsonarista. No entanto, o novo posto no PL assegura a Castro influência e acesso a recursos dentro da estrutura partidária.
Salário líquido e acordos
Outras reportagens indicam que o salário líquido de Castro pode chegar a R$ 27. 834,95, dependendo da fonte. A contratação foi acertada entre Castro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto , há algumas semanas.
Valdemar afirmou ao Metrópoles que o "partido precisa dele".
Custo político
Cientistas políticos avaliam que o "custo político de o PL manter Cláudio Castro ficou exorbitante", especialmente diante do envolvimento com escândalos e da necessidade de blindar figuras como Flávio Bolsonaro.
A situação se agrava com o envolvimento do banqueiro Daniel Vorcaro .
Defesa e advocacia
Em comunicado, o ex-governador afirmou que pretende se dedicar à própria defesa e ao escritório de advocacia que já estava montando. Castro é advogado de formação, mas teve a profissão impedida durante o período em que comandou o Palácio Guanabara.
Por que isso importa? A nomeação de Cláudio Castro para um cargo remunerado no PL, com recursos do fundo partidário, em meio a investigações da Polícia Federal, levanta sérias questões sobre o uso de verbas públicas e a relação entre política e escândalos financeiros. A decisão pode impactar a imagem do PL e a percepção pública sobre a gestão de recursos partidários.