Política

Flávio Bolsonaro chama operação contra produtora de Dark Horse de eleitoreira

Senador negou relação entre investigação contra ONG ligada à produtora de Dark Horse e o filme inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro.

02 DE JUNHO DE 2026 0 views 4 min de leitura
NA
Por Redação Novo Alvo
Fatos e Impacto 24h
Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato, em pronunciamento.
Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato, em pronunciamento.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “eleitoreira” e “pescaria probatória” a operação deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo nesta segunda-feira (1º) contra a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB).

A organização é ligada à empresária Karina Ferreira da Gama, que também é proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, uma cinebiografia inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração do senador foi dada durante agenda em Belo Horizonte, Minas Gerais, em visita ao Mercado Central de Belo Horizonte, e também em um evento no Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro rechaçou qualquer ligação entre a ação policial e a produção cinematográfica, afirmando categoricamente que o caso “não tem nada a ver com o filme”.

A Operação Wi-Fi Livre e as Suspeitas

A Operação Wi-Fi Livre, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, investiga supostas irregularidades em um contrato firmado entre a ONG Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo. O inquérito apura fraudes em licitação e desvio de verbas destinadas à instalação de 5.000 pontos de acesso à rede wi-fi pública em comunidades periféricas da capital paulista.

Segundo as investigações, o contrato inicial de R$ 108 milhões teria recebido aditivos que elevaram o repasse para R$ 157,1 milhões. As autoridades apontam que pelo menos R$ 26 milhões teriam sido pagos sem a efetiva prestação do serviço, configurando possível fraude.

Além dos endereços ligados à produtora e gabinetes da Prefeitura de São Paulo, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em outras quatro empresas que, segundo a apuração, podem ter relação com as suspeitas de desvio de verba e uso de notas frias para justificar despesas.

A Defesa de Flávio Bolsonaro

Ao comentar a investigação, Flávio Bolsonaro expressou sua preocupação com o que considera uma motivação política por trás da ação.

“Eu só não quero crer que a gente está sendo vítima, mais uma vez, de uma pescaria probatória, de uma perseguição, porque, se vão fazer uma operação para ver se teve algum problema nesse contrato de Wi-Fi, mas para tentar por uma via transversa, uma chamada pescaria probatória, tentar encontrar alguma coisa que vá contra o filme do presidente”, declarou o senador.

Ele ressaltou que o contrato analisado pelas autoridades não possui relação com a produção cinematográfica.

Em sua agenda no Rio de Janeiro, onde também estavam presentes o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, Flávio Bolsonaro manteve a mesma linha de defesa, minimizando a conexão com o filme.

Detalhes da Investigação Policial

A Prefeitura de São Paulo, por sua vez, informou que repudia ilações de desvios e que o contrato seguiu princípios de legalidade, com o inquérito aberto pela 2. ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública.

A investigação aponta que a Prefeitura teria contratado o ICB por valores superiores aos parâmetros de mercado, citando que a empresa municipal Prodam cobrava R$ 306 por ponto, além de R$ 200 mensais de manutenção, valores que seriam inferiores aos praticados no contrato sob suspeita.

É importante notar que este caso é distinto de outras apurações federais que envolvem o financiamento de “Dark Horse”, como as que investigam repasses privados atribuídos ao Banco Master e Daniel Vorcaro.

A Operação Wi-Fi foca especificamente nas irregularidades do contrato público com a Prefeitura de São Paulo.

A postura de Flávio Bolsonaro reflete a tensão política em torno de figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente em um período pré-eleitoral, onde qualquer investigação pode ser interpretada sob uma ótica de disputa de poder.

Por que isso importa? A operação policial e as declarações de Flávio Bolsonaro evidenciam a complexidade das investigações envolvendo contratos públicos e o impacto político de produções cinematográficas sobre figuras públicas. O caso levanta questões sobre a transparência na gestão pública e a percepção de uso político de órgãos de investigação, influenciando o debate público e a confiança nas instituições.
Fontes:
  • Bahia.Ba
  • noticiasdoplanalto.com.br
  • Tribuna do Sertão
  • Pleno.News
  • GazetaWeb
  • O TEMPO
  • Portal Tela
  • Blog do Valente
  • Folha de S.Paulo
  • CNN Brasil
  • Pipoca Moderna
  • Congresso em Foco
  • Jornal Extra de Alagoas
  • Correio Braziliense
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