O ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de soltura da influenciadora Deolane Bezerra . A decisão, publicada neste domingo (24), mantém a influenciadora presa após sua detenção na última quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix.
Deolane Bezerra foi detida como parte da Operação Vérnix , que investiga um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) .
A prisão foi decretada em primeira instância, e a defesa da influenciadora buscou reverter a situação diretamente no STF.
STF não é instância correta, diz Dino
Na sentença, assinada no sábado (23) e divulgada no domingo (24), Flávio Dino afirmou que o Supremo Tribunal Federal não é a instância correta para analisar o pedido de liberdade.
Ele ressaltou que o ato atacado consiste em uma decisão proferida em primeiro grau de jurisdição, contra a qual cabem outros meios de impugnação.
O ministro enfatizou que, mesmo que o STF fosse a instância adequada para julgar o caso, ele não concordaria com a soltura. Dino declarou não ter identificado qualquer ilegalidade na detenção da influenciadora, reforçando a validade da prisão inicial.
Prisão e investigações
A prisão de Deolane Bezerra ocorreu em uma mansão em Alphaville, Barueri (SP). As investigações apontam que ela teria recebido recursos de uma transportadora supostamente ligada ao PCC, atuando no esquema de lavagem de dinheiro da organização criminosa.
Após a detenção, a influenciadora foi transferida para a Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, onde permanece. A decisão de Flávio Dino consolida a manutenção da prisão e direciona a defesa a recorrer em instâncias inferiores, conforme a hierarquia judicial.
Por que isso importa? A decisão do ministro Flávio Dino reforça a hierarquia do sistema judiciário brasileiro, indicando que recursos de primeira instância devem seguir o trâmite legal antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal. Além disso, a manutenção da prisão de uma figura pública em uma operação que investiga lavagem de dinheiro para o PCC sinaliza a seriedade das investigações e o compromisso das autoridades em combater o crime organizado, independentemente do perfil dos envolvidos.