A fintech britânica Revolut anunciou, na última quinta-feira, 11, a formação de seu conselho consultivo independente no Brasil, um passo estratégico para fortalecer sua governança corporativa no país.
O grupo será composto por três nomes de peso do cenário econômico e financeiro brasileiro: o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, Luiz Lobo e Ana Novaes.
A chegada de Paulo Guedes, que liderou a pasta da Economia durante o governo de Jair Bolsonaro, é vista como um movimento significativo para a Revolut, que busca consolidar e expandir sua atuação no mercado brasileiro.
Guedes, após deixar o governo federal, fundou em 2023 a gestora YVY Capital, ao lado de Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A YVY Capital tem foco em investimentos em infraestrutura no Brasil e em outros países da América do Sul, e recebeu um aporte minoritário do UBS em 2025.
Reforço Estratégico para a Fintech
A iniciativa da Revolut de criar um conselho consultivo com figuras de alta relevância demonstra a seriedade de seus planos para o Brasil.
A fintech, fundada no Reino Unido em 2015, tem a ambição de se tornar um banco no país, o que exige uma estrutura de governança robusta e um profundo entendimento do cenário regulatório e de mercado local.
Glauber Mota, CEO da Revolut Brasil, destacou em nota que a integração desses novos nomes reforça a estrutura institucional da companhia no país.
“Estamos construindo uma operação de grande porte e a experiência desses executivos será fundamental para guiar nossos próximos passos”, afirmou Mota, sublinhando a importância do conselho para a expansão da empresa.
Experiência de Peso no Conselho
Além de Paulo Guedes, o conselho consultivo da Revolut contará com a expertise de Luiz Lobo e Ana Novaes.
Luiz Lobo é um profissional com vasta experiência em conselhos e comitês de risco e auditoria em diversas instituições financeiras, incluindo a Caixa Econômica Federal e o BR Partners.
Ana Novaes, por sua vez, é uma executiva com um currículo notável, tendo atuado em conselhos como o da B3 e passado seis anos no conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A combinação desses perfis, com conhecimento em política econômica, mercado de capitais e governança financeira, oferece à Revolut um arcabouço estratégico para navegar as complexidades do ambiente de negócios brasileiro.
Ambições da Revolut no Mercado Brasileiro
A Revolut tem demonstrado um forte interesse em aprofundar sua presença no Brasil.
A chegada de Guedes e dos demais executivos ao conselho consultivo é um indicativo claro de que a fintech está acelerando seus planos de expansão e de se transformar em um player ainda mais relevante no setor financeiro nacional.
A empresa busca não apenas oferecer serviços digitais, mas também se posicionar como uma instituição financeira completa, capaz de competir com os bancos tradicionais e outras fintechs já estabelecidas.
A estratégia de trazer nomes com profundo conhecimento do mercado e da máquina pública brasileira visa facilitar a adaptação da Revolut às particularidades locais e impulsionar seu crescimento em um dos mercados mais promissores para o setor de tecnologia financeira na América do Sul.
Por que isso importa? A integração de Paulo Guedes e outros executivos experientes ao conselho da Revolut no Brasil sinaliza um movimento estratégico de peso no mercado financeiro. Essa iniciativa não apenas fortalece a governança da fintech britânica, mas também pode acelerar seus planos de se tornar um banco no país, impactando a concorrência e a oferta de serviços financeiros digitais para milhões de brasileiros.