A Fifa arquivou a investigação contra o árbitro assistente de vídeo Shaun Evans , australiano, após ele ser acusado de fazer um gesto associado à supremacia branca durante a partida entre Alemanha e Curaçao .
A entidade máxima do futebol não encontrou irregularidades no incidente ocorrido no último domingo (14), durante a Copa do Mundo .
O gesto, um “ok invertido”, foi capturado pelas câmeras de transmissão na sala do VAR e rapidamente gerou polêmica nas redes sociais. A interpretação de terceiros apontava para as letras “W” e “P”, que significariam “white power” (poder branco).
A Acusação e a Repercussão
A controvérsia ganhou força quando a Fare Network , uma organização parceira da Fifa no combate à discriminação, solicitou o afastamento de Evans do torneio.
O pedido se baseava na alegação de que o sinal poderia ser interpretado como uma manifestação de ideais racistas, dada a associação internacional do gesto.
A Fifa agiu rapidamente, abrindo uma investigação na segunda-feira (15) para avaliar a conduta do árbitro. O episódio colocou em xeque a imagem do esporte e a vigilância contra símbolos de ódio em competições de grande visibilidade.
A Defesa do Árbitro e a Decisão da Fifa
Em sua defesa, Shaun Evans negou qualquer intenção política ou ideológica por trás do gesto. Ele afirmou que o movimento foi um espasmo involuntário , e imagens adicionais mostraram o árbitro repetindo o gesto enquanto manuseava uma caneta, o que corroboraria sua explicação.
Após análises, o Comitê Disciplinar Independente da Fifa concluiu que não houve violação do Código Disciplinar da entidade.
A decisão, comunicada nesta segunda-feira, encerra o caso sem punições ao árbitro australiano, que atua profissionalmente desde 2004 e participou de sua segunda Copa do Mundo, tendo atuado no Catar em 2022.
Por que isso importa? O rápido desfecho da investigação da Fifa sobre o gesto de Shaun Evans demonstra a pressão crescente para que o futebol se posicione de forma contundente contra qualquer manifestação de discriminação. Embora o árbitro tenha sido absolvido, o incidente sublinha a vigilância constante sobre atletas e oficiais em eventos globais, onde gestos e símbolos podem ser interpretados de diversas formas, exigindo transparência e agilidade das entidades reguladoras para preservar a integridade do esporte.