O Brasil se despediu da torcida em território nacional com vitória larga sobre o Panamá. No Maracanã, neste domingo (31), a Seleção venceu por 6 a 2 em amistoso de preparação para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
O jogo teve clima de festa, mas também serviu como teste real para Carlo Ancelotti observar alternativas antes da viagem aos Estados Unidos. A atuação brasileira oscilou no primeiro tempo, cresceu depois do intervalo e terminou com goleada diante de mais de 70 mil torcedores.
Vini Jr abre o caminho
O Brasil começou em ritmo forte. Vini Jr marcou logo no início, em chute de fora da área, e incendiou o Maracanã. O Panamá reagiu com Amir Murillo, em cobrança de falta desviada, e chegou a esfriar a empolgação brasileira por alguns minutos.
A Seleção voltou à frente ainda antes do intervalo, com Casemiro desviando de cabeça uma finalização de Vini Jr. O gol passou por revisão do VAR antes de ser confirmado, mantendo o Brasil em vantagem na saída para o intervalo.
Reservas transformam o jogo
No segundo tempo, Ancelotti fez uma mudança ampla na equipe. A entrada de jogadores como Rayan, Lucas Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos deu outro desenho ao time, com mais controle pelo meio e maior agressividade na pressão.
Rayan marcou após erro na saída de bola panamenha. Paquetá ampliou em finalização de fora da área, Igor Thiago converteu pênalti sofrido por ele mesmo e Danilo Santos completou a goleada. Carlos Harvey ainda descontou para o Panamá, fechando o placar em 6 a 2.
O que fica para Ancelotti
A goleada não elimina todos os pontos de atenção. O primeiro tempo mostrou um Brasil capaz de acelerar, mas também espaçado em alguns momentos. Já a etapa final deixou nomes pedindo passagem e aumentou a disputa por espaço em setores importantes.
Mais do que o placar, o amistoso serviu para testar combinações, observar reservas e medir o ambiente da Seleção antes do embarque. O Brasil ainda tem compromisso contra o Egito, no próximo sábado (6), antes da estreia no Mundial contra o Marrocos, em 13 de junho.
Por que isso importa? A despedida no Maracanã funciona como termômetro emocional e técnico antes da Copa. A vitória dá confiança, mas o contraste entre primeiro e segundo tempo mostra que Ancelotti ainda precisa decidir qual formação oferece mais equilíbrio, criatividade e controle para enfrentar rivais mais fortes no Mundial.