A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (18), a suspensão da comercialização, distribuição e uso de lotes de medicamentos.
As medidas afetam um corticoide injetável e remédios utilizados no controle do colesterol, após notificações de problemas de qualidade e suspeitas de irregularidades.
Medicamentos sob escrutínio
No caso do laboratório Hypofarma , a suspensão atinge o medicamento Fosfato Dissódico de Dexametasona 4 mg/ml , solução injetável usada como corticoide anti-inflamatório.
A empresa comunicou o recolhimento voluntário do lote 25091566 após identificar escurecimento da solução quando o produto é diluído em associação com determinados medicamentos.
Problemas na Cimed
Já a farmacêutica Cimed informou o recolhimento voluntário do lote 2424299 dos medicamentos Atorvastatina cálcica 40mg e Rosuvastatina 20 mg , ambos indicados para controle do colesterol.
Segundo a empresa, houve suspeita de mistura de embalagens, com cartuchos de Rosuvastatina identificados em lote de Atorvastatina.
Contraponto sobre o caso Cimed
A Cimed argumentou em nota enviada à CNN Brasil que a questão da mistura de embalagens ocorreu em 2025 e o recolhimento foi efetuado ainda no ano passado. Questionada sobre a nova suspensão da Anvisa, a farmacêutica manteve o posicionamento.
Outras suspensões
A Anvisa também proibiu a venda, distribuição e uso de diversos produtos fitoterápicos sem registro sanitário, como o "Composto taradão","Composto cura tudo"e "Garrafada do seu Geraldo", fabricados pela marca Viva da Natureza.
O que fazer?
Pacientes que possuam os lotes suspensos dos medicamentos da Hypofarma e Cimed devem procurar orientação médica e farmacêutica. As empresas são responsáveis pelo recolhimento dos produtos afetados.
Por que isso importa
A atuação da Anvisa visa garantir a segurança e a qualidade dos medicamentos disponíveis no mercado. A suspensão de lotes e a proibição de produtos irregulares são medidas essenciais para proteger a saúde pública de possíveis riscos associados a falhas de fabricação, desvios de qualidade ou falta de comprovação de segurança e eficácia. A comunicação clara sobre quais produtos e lotes são afetados é fundamental para que consumidores e profissionais de saúde possam tomar as providências necessárias.