A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou uma redução expressiva nos casos suspeitos de Ebola, com o número caindo para 116.
A diminuição ocorre após centenas de investigações terem sido descartadas, indicando um controle mais efetivo da disseminação do vírus em algumas regiões da África.
Surto em Congo e Uganda
Apesar da queda nos casos sob investigação, o surto de Ebola que afeta a República Democrática do Congo (RDC) e Uganda já acumula 263 casos confirmados e 43 mortes, de acordo com informações divulgadas pela agência de saúde da União Africana (UA).
O balanço foi apresentado por Jean Kaseya, diretor-geral do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC).
Investigações em andamento
Mais de 1,1 mil casos suspeitos continuam sob investigação nos dois países.
O atual surto foi declarado em 15 de maio na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, uma região que faz fronteira com Uganda e enfrenta dificuldades históricas relacionadas à pobreza e infraestrutura precária.
Cooperação internacional
Em paralelo, a OMS tem reforçado a cooperação em saúde com outros países.
Em Cabo Verde, por exemplo, a equipe da OMS no país realizou uma visita ao Embaixador da China para alinhar novas áreas de cooperação no setor da saúde, com foco em resultados sustentáveis e prevenção de doenças crônicas.
Preparação para pandemias
Relatórios recentes, como o divulgado pela OMS, alertam que o mundo continua perigosamente despreparado para a próxima pandemia.
O documento destaca lacunas perigosas expostas pelo Ebola e a catástrofe global causada pela COVID-19, enfatizando a necessidade de investimentos permanentes em preparação.
Casos descartados no Brasil
No Brasil, suspeitas de casos de Ebola no Rio de Janeiro e em São Paulo foram descartadas após exames. Os pacientes apresentavam sintomas compatíveis com a febre hemorrágica viral, mas foram diagnosticados com outras condições, como malária e meningite.
Por que isso importa? A redução nos casos suspeitos de Ebola é um sinal positivo, mas a persistência de casos confirmados e mortes em países como RDC e Uganda reforça a necessidade de vigilância contínua e fortalecimento dos sistemas de saúde. A cooperação internacional e a preparação global para futuras pandemias permanecem cruciais para mitigar riscos e proteger populações vulneráveis.