Ster entrou no radar da semana com “Muleke”, faixa em parceria com KING Saints que mistura funk, violino e referências de ópera. A cantora carioca, criada na Penha, aposta em uma sonoridade que tenta escapar do óbvio: o baile aparece, mas acompanhado de arranjos autorais e ambição pop.
A música antecipa o EP “Prelúdio”, previsto para junho, e reforça uma trajetória construída pela internet. Ster começou a chamar atenção ao unir o instrumento que toca desde a infância a músicas populares das favelas do Rio, criando um contraste que funciona tanto visualmente quanto musicalmente.
Funk com outra textura
O interesse da faixa não está apenas na mistura de gêneros. Ao colocar o violino dentro do funk, Ster mexe com a percepção de quem costuma separar música de concerto, favela e pop em caixas diferentes. A ideia é menos “sofisticar” o funk e mais mostrar que ele pode dialogar com outras linguagens sem perder identidade.
A presença de KING Saints amplia o alcance da faixa e reforça a proposta feminina do lançamento. O resultado mira plataformas, cortes de vídeo curto e público jovem que consome música também pela estética, pela performance e pela história da artista.
Uma aposta de Discover
Para o Novo Alvo, o tema tem pontos fortes: artista jovem, origem periférica, mistura inesperada e gancho de lançamento. É o tipo de pauta musical que conversa com comportamento, cultura digital e curiosidade, não apenas com agenda de single.
Por que isso importa? A música brasileira cresce quando artistas conseguem transformar identidade local em linguagem exportável. Ster tenta fazer isso ao aproximar funk, violino e performance em uma proposta que pode falar com a pista, com o algoritmo e com quem procura novidade.