Ocorrências

Guarda municipal de folga agride pai de criança autista por barulho de igreja em Balneário Camboriú

Homem que pediu redução de barulho de templo religioso em Balneário Camboriú (SC) foi agredido por guarda municipal de folga. Vítima tem filho com Transtorno do Espectro Autista.

29 DE MAIO DE 2026 0 views 2 min de leitura
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Por Redação Novo Alvo
Fatos e Impacto 24h
Pai de criança autista é agredido por guarda municipal ao reclamar de som alto de igreja em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
Pai de criança autista é agredido por guarda municipal ao reclamar de som alto de igreja em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Um pai de criança autista foi agredido por um guarda municipal que estava de folga após reclamar do volume excessivo do som vindo de uma igreja evangélica em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

O episódio, registrado por câmeras de segurança, gerou revolta e levou ao afastamento do servidor público pela prefeitura.

Histórico de conflitos

A vítima, identificada como Tiago Alves , pai de um menino de 9 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), relatou que o barulho alto da Igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista tem prejudicado o bem-estar do filho, que possui hipersensibilidade auditiva.

Segundo Alves, nos últimos quatro anos, ele registrou 17 boletins de ocorrência sobre a perturbação do sossego. Em 2025, o Ministério Público já havia determinado a adoção de medidas para reduzir o ruído, sob pena de proibição dos cultos.

Agressão registrada em vídeo

O incidente ocorreu na noite de segunda-feira (18). De acordo com relatos, a discussão começou após novas reclamações sobre o volume dos cultos. A agressão física, que resultou em ferimentos na boca da vítima, foi capturada por câmeras de monitoramento da região.

Tiago Alves precisou receber atendimento médico e levar pontos na boca.

Servidor afastado e investigação

A prefeitura de Balneário Camboriú confirmou o afastamento imediato do guarda municipal de suas funções públicas até o término das investigações. O caso está sendo apurado pela Polícia Civil.

'Pedi respeito e a resposta foi violência'

Em depoimento, Tiago Alves expressou sua frustração:"Pedi respeito e a resposta foi violência". Ele afirmou que tentava resolver a situação de forma pacífica e dentro da lei há cerca de quatro anos, mas a persistência do problema e a agressão o deixaram sem chance de defesa.

Por que isso importa? A agressão a um pai que buscava proteger o bem-estar de seu filho autista, em meio a um conflito de longa data com uma igreja, expõe a falha na mediação de conflitos e a necessidade de fiscalização efetiva de leis de perturbação do sossego. O caso levanta questões sobre o uso da força por agentes públicos e a proteção de direitos de minorias sensíveis ao ruído.
Fontes:
  • ContilNet Notícias
  • Metrópoles
  • Bnews
  • Portal Tela
  • SCC10
  • NSC Total
  • JETSS
  • Pragmatismo Político
  • G1
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