Educação

Estudantes de USP, Unesp e Unicamp cobram investimento em ato em São Paulo

Mobilização reuniu estudantes das universidades estaduais paulistas e levou reivindicações sobre permanência, contratação de professores e estrutura de ensino ao governo estadual.

20 DE MAIO DE 2026 0 views 2 min de leitura
NA
Por Redação Novo Alvo
Fatos e Impacto 24h
Estudantes de USP, Unesp e Unicamp cobram investimento em ato em São Paulo
Estudantes de USP, Unesp e Unicamp cobram investimento em ato em São Paulo

Estudantes de USP, Unesp e Unicamp realizaram um ato na zona oeste de São Paulo para cobrar melhores condições nas universidades estaduais paulistas. A mobilização partiu do Largo da Batata, em Pinheiros, e seguiu em direção ao Palácio dos Bandeirantes.

Segundo a organização, a passeata reuniu cerca de 10 mil pessoas. A principal pauta foi a crítica à precarização do ensino, com pedidos de mais recursos para permanência estudantil, moradia, alimentação, contratação de professores e melhoria das condições de trabalho nas instituições.

Greves e reivindicações

Alunos da USP, que estão em greve há cerca de um mês, formaram a maior parte do ato. Estudantes da Unesp e da Unicamp, que também têm registrado paralisações, participaram da manifestação ao lado de entidades sindicais ligadas à educação.

Os manifestantes argumentam que políticas de permanência são decisivas para evitar evasão e garantir que estudantes de baixa renda consigam concluir cursos em universidades públicas de alta demanda.

Posição do governo

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo informou que acompanha a situação junto às reitorias e que as tratativas com estudantes estão em andamento nas três instituições.

A pasta também afirmou que a atual gestão repassou mais de R$ 64,3 bilhões às universidades desde 2023, valor 28,9% superior ao investido nos quatro anos anteriores. A Polícia Militar disse ter acompanhado a manifestação sem registro de ocorrências.

Por que isso importa: universidades públicas dependem não apenas de vagas, mas de estrutura para permanência. Quando moradia, alimentação e docentes faltam, o acesso formal ao ensino superior perde força e a evasão tende a atingir justamente estudantes mais vulneráveis.

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